Agora que decorre a Feira do Livro de Lisboa e que mais do que escrever, o que me apraz neste momento é ler, encontrei alguns conselhos engraçados para novos autores que tomei a liberdade de adaptar:
Dirige-te ao editor / agente de forma apropriada. Evita usar termos como :
‘Exmo. Querido Senhor Editor’
‘Eu saúdo-o em nome de Jesus Cristo’
Tenta não mostrar demasiada ambição:
‘Este livro será a salvação da crise do nosso país’
‘Eu escrevo poemas, textos dramáticos, livros sobre conselhos financeiros, romances de terror e ainda faço as minhas próprias ilustrações e sou um óptimo fotógrafo’,
'Junto com esta carta receberá uma cópia do que poderá ser o melhor livro de auto-ajuda alguma vez escrito’
O exagero nos elogios raramente resulta:
‘Pare de procurar. Finalmente encontrou-me. Sim, eu sou esse famoso escritor desconhecido que sempre tentou encontrar’
‘Sabia que hoje está particularmente atraente?’
‘Tem uma cara muito simpática e eu procuro um editor com uma cara assim’
‘Gostei muito da sua fotografia, então decidi que depois de 7 anos de reclusão a escrever este livro, era a si que me devia dirigir em primeiro lugar’
A honestidade também nem sempre é a melhor opção:
‘Eu nunca tentei escrever um livro antes e não tenho grandes ilusões em relação ao mérito deste que escrevi’
‘O meu trabalho é tão difícil de categorizar e isto faz com que encontrar um editor seja uma tarefa árdua, para não dizer quase impossível’
‘Acha que um trabalho sobre a reencarnação de Luís de Camões poderia ter algum interesse?’
Texto adaptado do artigo do site de Andrew Lownie Literary Agency: http://www.andrewlownie.co.uk/articles/archives/2009/03/andrew-lownie-offers-some-submission.shtml