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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Invisível

Tudo é foi, pastel seco s/ papel, Elisabete da'silva

É difícil arrancar-te um sorriso, para não ir mais longe, ao ponto de dizer que é impossível.

Posso. Ir. Ficar. Sair. Entrar.

O teu semblante é sempre o Mesmo.

Posso. Tentar ordenar todos os objectos pela tua ordem que é da direita para a esquerda e não da esquerda para a direita.

O resultado do teu semblante será semelhante. A menos que,

eu me engane e

cometa um erro, uma pequena falha. Aí todo o teu Ser entra em desordem e fazes questão de me dar a perceber.

Fico então eu, desordenada, desarticulada das minhas articulações e começo a diminuir, até ficar tão pequenina, quase invisível como o teu sorriso.

Nota relativa à escolha da imagem: Vemos, mas não sabemos como mostrar. Reconhecemos, mas damos a perceber da pior forma. Choramos, mas seguimos sempre em frente. É no regresso ao desmerecimento que nos despimos de nós e não queremos que nos sintam assim. Viramos as costas.